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Evento contou com a presença do governador Beto Richa, autoridades e clientes locais, além de diretores da Companhia

 

 

(Curitiba, março de 2016) Com um investimento de mais de R$ 85 milhões, a rede de distribuição de gás natural da Companhia Paranaense de Gás (Compagas) nos Campos gerais foi inaugurada. O evento de inauguração, realizado nesta quinta-feira (30), em Castro, contou com a presença do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), de autoridades e clientes da região e dos diretores da Compagas, Fernando Ghignone, Eduardo Buschle e Theodoros Panagiotis Marcopoulos. Os 76 km de rede de distribuição construídos no projeto interligam os municípios de Ponta Grossa, Carambeí e Castro.

 

Richa afirmou que o gás canalizado da Compagas é mais um importante diferencial para os Campos Gerais. “Este projeto vai ajudar a atrair ainda mais investimentos para esta região, que já tem vantagens como mão de obra qualificada, localização estratégica e deslocamento em pista dupla até Paranaguá”, disse ele. O Paraná, segundo o governador, vive o maior ciclo industrial de sua história, com mais de R$ 42 bilhões em investimentos produtivos, e os Campos Gerais são os que mais se beneficiam desse processo.

 

O diretor-presidente da Compagas, Fernando Ghignone, destacou que, além de elevar a competitividade das indústrias e comércios, o gás natural é um atrativo de investimentos e transforma-se em um indutor de desenvolvimento dos municípios onde está presente, contribuindo ativamente para o Programa Paraná Competitivo. “A oferta de infraestrutura do gás natural nos Campos Gerais assegura aos empresários uma fonte de energia mais competitiva e mais limpa. Além disso, os municípios entram no radar de novos investimentos e atração de novos negócios”.

Este foi o caso da Cargill, empresa que produz e comercializa produtos e serviços alimentícios, agrícolas, financeiros e industriais em todo o mundo. O diretor de Amidos e Adoçantes da Cargill, Laertes Moraes, conta que quando a empresa decidiu instalar o primeiro condomínio industral de processamento de milho no Brasil, o Paraná se revelou como uma das regiões mais promissoras e atraentes em investimentos, e o fornecimento do combustível canalizado, em Castro, foi um dos fatores que contribuíram para a escolha pela cidade. “O gás natural é um insumo importante e econômico para o nosso processo, pois além de ser mais seguro, menos poluente e abundante, nos tornamos mais competitivos quando reduzimos os custos de produção, o que possibilita o reinvestimento”.

A mesma razão levou a Evonik Nutrition and Care, uma das maiores empresas de especialidades químicas do mundo, ao município. O diretor regional e vice-presidente da Evonik América Latina, Martin Toscano, afirma que a parceria com a Compagas foi fundamental para viabilizar a instalação da fábrica em Castro e discorre sobre as vantagens percebidas no uso do combustível. “Por ser transportado por tubulações desde sua origem até o ponto de consumo, o gás natural reduz os riscos de desabastecimento por imprevistos de natureza climática ou de transporte por estradas. Outra vantagem é que é o único dos combustíveis disponíveis na região que podemos utilizar em grande escala e sem necessidade de armazenamento na planta, aumentando nossa segurança. Todos sabem dos perigos que grandes tanques de combustíveis representam”.

As duas empresas, Cargill e Evonik, instaladas em Castro, são apoiadas pelo governo estadual, por meio do programa Paraná Competitivo. Elas estão ligadas à rede de distribuição de gás natural da Compagas e consomem um volume de 12 mil m³/dia. O ramal que interliga os municípios de Ponta Grossa, Carambeí e Castro tem um potencial de volume que pode chegar a um fornecimento extra de mais de 20 mil m³/dia para indústrias e postos de combustíveis dos municípios. A Compagas está em negociação com empresários e potenciais clientes da região para ampliar o número de clientes atendidos nos municípios.

O prefeito de Castro, Moacyr Fadel, participou do evento de inauguração da rede de distribuição de gás natural e também ressaltou o impacto da instalação da infraestrutura para o município e região. “É um projeto dos mais importantes, que começamos a tratar há cinco anos e hoje vemos concretizado”, disse ele. Ele também enfatizou o apoio do Governo do Estado para a atração das indústrias. “Elas geram renda e emprego, o que traz alegria para a população”.

Participaram da inauguração os presidentes da Copel, Antonio Guetter, e da Sanepar, Mounir Chaowiche; o gerente da unidade da Cargill em Castro, Marconi Vieira; o vice-presidente Nutrition & Care da Evonik, Martin Toscano; gerente industrial Evonik, Antonio Roberto Iacomussi; o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes; o deputado estadual Alexandre Curi e os prefeitos de Porto Amazonas, Antonio Polatto; Arapoti, Braz Rizzi; Carambeí, Osmar José Chinato; Ipiranga, Luiz Carlos Blum; Tibagi, Rildo Leonardi, e Jaguariaíva, José Slobod.

 

 

Novos projetos para os Campos Gerais

Cercada por cooperativas e considerada a terceira maior bacia leiteira do país e a maior do Paraná, a região dos Campos Gerais oferece atrativos para os investidores e a Compagas desenvolve projetos com o objetivo de consolidar a cadeia do gás canalizado no Estado.  No final de 2016, a Companhia assinou um termo de cooperação técnica com a Castrolanda – cooperativa do segmento agropecuário que possui mais de 800 produtores cooperados em Castro, visando incentivar a produção do biogás e biometano e a redução de impactos ambientais.

De acordo com o diretor-presidente da Compagas, Fernando Ghignone, o volume de dejetos gerados pelos suínos e pelo gado leiteiro da região de Castro preocupa não só os produtores agropecuários, mas todos os que se preocupam com a qualidade do meio ambiente. Para Ghignone, esta é a oportunidade de dar a destinação final adequada a esses resíduos, gerando uma nova fonte de renda para esses produtores e criando uma nova matriz de gás para ser distribuído pela companhia. “A nossa expectativa é que esse gás gerado nas propriedades possa ser utilizado na geração de energia elétrica e até para movimentar os motores dos veículos e máquinas agrícolas do município”, explica.

O trabalho realizado junto à Cooperativa envolve o dimensionamento das alternativas para aproveitamento do biogás/biometano, o delineamento de possíveis modelos de negócios, além de estudos de viabilidade técnica e econômica. Para a Compagas, desenvolver esta fonte energética significa permitir a interiorização e o desenvolvimento do mercado de gás no Estado, além de servir como um instrumento para a sustentabilidade da cadeia do agronegócio, auxiliar o correto gerenciamento de resíduos sólidos, reduzir a emissão de gases do efeito estufa e ajudar a fortalecer a matriz de energias renováveis no Paraná.

 

Residencial em Ponta Grossa

Além do projeto industrial nos Campos Gerais, a Compagas deve atender também o segmento residencial em Ponta Grossa. Em 2016, mais de R$ 1,4 milhão foi aplicado para cumprir o trecho de 2 km das obras da primeira fase do projeto, que deve construir, no total, mais de 6 km de rede de distribuição para atender, inicialmente, cerca de 600 apartamentos. Desta forma, Ponta Grossa se consolida como o segundo município do Paraná a ter abastecimento residencial urbano de gás natural, depois de Curitiba.

O Edifício Monet, na Vila Estrela, recebe o gás natural desde 2012, e na primeira quinzena deste mês de março, o segundo contrato do segmento na cidade foi com o Edifício Torres Cézane. Localizado no bairro Oficinas, o condomínio conta com 100 apartamentos e o gás natural será disponibilizado no fogão de todas as unidades, para aquecimento em caldeira central e no salão de festas. O condomínio será atendido pela nova rede de distribuição construída pela Compagas para atendimento ao setor residencial no município.