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Termo de compromisso prevê estudos de fontes e alternativas de suprimento para o estado.

 

A Compagas (Companhia Paranaense de Gás) anuncia uma parceria com o CIBiogás (Centro Internacional de Energias Renováveis). O termo de compromisso entre as duas empresas tem como principal objetivo desenvolver estudos e projetos de biometano no Paraná.

“Apoiamos iniciativas assim, que melhorem as alternativas de suprimento a uma parte fundamental do estado”, afirma Rafael Lamastra Jr, diretor-presidente da Compagas. “Com essa parceria, a proposta é estudar condições competitivas de preço e, consequentemente, dar confiabilidade e segurança para utilizarmos o biometano em nossa rede”, informa o presidente da Companhia, pontuando ainda que a concessionária acompanha e apoia os movimentos e projetos de produção e uso do biogás e, principalmente, do biometano (quando submetido a um processo de purificação, o biogás dá origem ao biometano e este é comparável ao gás natural), no Estado, desde 2011.

A orientação da Compagas é que tais iniciativas precisam ser estruturadas próximas ao mercado potencial ou às redes de distribuição da Companhia, e de forma competitiva. “A cobrança é pela redução permanente do preço do gás. Hoje a nossa rede de distribuição possui mais de 830 km e não temos falta de gás no Estado. Para adquirir o biometano, precisamos que ele seja competitivo e com fornecimento contínuo, sem interrupções. Além disso, acreditamos no papel do biometano como indutor de desenvolvimento para o interior do estado, viabilizando redes locais de atendimento”, destaca Lamastra Jr.

O CIBiogás atua, desde 2012, no fomento do uso de energias renováveis, com foco no biogás, cuja matéria-prima tem origem a partir de resíduos como bagaço de vegetais, esterco, lixo e palhas, que são comumente descartadas no interior. Assim, nasce uma cadeia em que nada é descartado e, por fim, ainda sustenta o fornecimento de energia.

A aprovação do termo de cooperação prevê que haverá trabalhos conjuntos para viabilizar essa cadeia no Paraná. Ações como estudos de viabilidade técnica-econômica, normas técnicas e boas práticas da injeção do biometano nas redes de distribuição serão essenciais para adicionar essa prática ao dia a dia de fornecimento.