Sexta-Feira, 30 de Setembro de 2005
Acisf e Compagas orientam empresários sobre o gás natural
A utilização do gás natural nos estabelecimentos comerciais voltados à alimentação (restaurantes, lanchonetes, panificadoras e outros) será o tema da palestra marcada para a próxima terça-feira (dia 4/10), durante jantar promovido pela Associação Comercial e Industrial de Santa Felicidade (Acisf). Na ocasião, o consultor da área de gás comercial da Companhia Paranaense de Gás (Compagas), Francisco Panaro, apresentará a palestra “Por que gás natural?”. Durante o evento, empresários e comerciantes da região de Santa Felicidade poderão esclarecer dúvidas em relação ao uso do gás natural, à diminuição da poluição ambiental, à segurança e à diferença de custo em relação ao gás liquefeito de petróleo (GLP).
O jantar será na Casa Culpi Salão de Festas – um dos 15 restaurantes do bairro que já utilizam gás natural – e vai oficializar a parceria entre a Acisf e a Compagas, companhia responsável pela distribuição do gás canalizado no Paraná. “Ouvimos falar muito sobre o cenário do gás natural no Brasil e, por isso, fazemos questão de levar aos nossos empresários as informações corretas. Para isso, contamos, a partir de agora, com esta parceria com profissionais experientes no setor”, afirma Beto Madalosso, presidente da Acisf. Na avaliação de Beto, as informações sobre o gás natural poderão trazer muito mais do que benefícios financeiros para Santa Felicidade. “O gás natural é menos poluente e nosso bairro está na região da cidade que possui a maior concentração de áreas verdes. Podemos contribuir ainda mais com a qualidade de vida da região”, acrescenta.
Santa Felicidade recebe gás natural desde fevereiro deste ano e representa um marco na história da empresa. “Para a Compagas, é motivo de grande orgulho poder abastecer com gás natural um dos principais pólos gastronômicos do País”, diz o diretor-presidente, Luiz Carlos Meinert. “E a parceria com a Acisf é fundamental para concretizar esse projeto”. Até agora, a Compagas já abastece metade dos 30 estabelecimentos comerciais da região projetados para consumirem, até o final deste ano, o gás natural.
A facilidade de uso (sem precisar trocar ou abastecer cilindros), a segurança e a economia de até 30% ou mais, dependendo do caso, proporcionadas pelo gás natural em relação ao gás liquefeito de petróleo (GLP) e a diminuição da poluição ambiental são os principais fatores que levam os restaurantes e demais estabelecimentos da região a utilizar o combustível. “É um produto moderno, que oferece qualidade para o empresário, rapidez e segurança no preparo dos pratos e, ainda, com redução de custos e garantia de ser ecologicamente correto”, explica o engenheiro Panaro, da Compagas.
Gás natural em Santa Felicidade
Hoje, do total de unidades usuárias do gás natural fornecido pela Compagas, 59 são do segmento comercial e, destes, 35 são do setor alimentício. Entre eles estão os do ramal Santa Felicidade. O principal pólo gastronômico do Estado será o de maior concentração de restaurantes utilizando gás natural. As obras do ramal Santa Felicidade foram iniciadas em julho de 2003 e concluídas no final do ano passado. Foram investidos cerca de R$ 3 milhões nos 8,4 km de rede de distribuição e ramais. O consumo estimado é de 6 mil m³/dia, contando os mercados comercial e veicular. Desse total, cerca de 2 mil m³/dia serão consumidos pelos restaurantes. O segmento comercial é responsável, hoje, pelo consumo diário de cerca de 3,5 mil m³/dia. Com o aumento do consumo do ramal Santa Felicidade, a participação desse segmento nas vendas totais da Compagas - 740 mil m³/dia em média - aumentará.
Com aproximadamente 50 restaurantes e pizzarias e outros 60 estabelecimentos ligados à área de alimentação, como panificadoras e vinícolas, Santa Felicidade é hoje o pólo gastronômico de Curitiba. Todos os meses, o bairro recebe a visita de cerca de 160 mil pessoas, sendo que 40% delas almoçam ou jantam em Santa Felicidade.
Sugestão de Box
Empresários comprovam as vantagens
Os benefícios do uso industrial de gás natural já estão sendo comprovados por 15 estabelecimentos de Santa Felicidade. Um deles é a própria Casa Culpi, que tem capacidade para atender a eventos com até 350 pessoas. Em seus quatro fogões e três fornos industriais, eles utilizam o gás natural. A gerente do estabelecimento Valquíria Steenbock conta que a conversão gerou uma economia estimada em 40% nas despesas com o gás. E cita outras vantagens operacionais. “A chama é mais alta e deixa menos marcas no fundo das panelas”, acrescenta.
O Costelão do Amantino foi o primeiro restaurante do bairro Santa Felicidade a consumir o gás natural. No último final de semana de fevereiro, o restaurante atendeu o público já com os dois fogões industriais funcionando com o combustível. No caso do restaurante, que também é a primeira churrascaria de Curitiba a utilizar o gás natural, a economia proporcionada em relação ao gás liquefeito de petróleo (GLP) é mais uma das vantagens. Fundado há 40 anos, o Costelão do Amantino sempre esteve localizado em Santa Felicidade. A chegada do gás natural colaborou para agilizar a produção na cozinha. “O rendimento é muito bom. Podemos cozinhar mais rápido as refeições”, afirma o proprietário, Edson Luiz Tulio. Além de converter de gás liquefeito de petróleo (GLP) para gás natural os dois fogões industriais da cozinha, Edson também passou a utilizar o novo combustível no fogão da sua casa e no da casa da sua mãe. As duas residências ficam no mesmo terreno do restaurante. “O gás natural é mais econômico e bem mais seguro do que ter um botijão em casa”.
Serviço:
O QUÊ: Jantar com palestra “Por Que Gás Natural?”
QUANDO: 4 de outubro (terça-feira)
HORÁRIO: 20 horas
ONDE: Restaurante Casa Culpi, à Avenida Manoel Ribas, 5.026, Santa Felicidade (ao lado da rotatória)
QUEM: Associação Comercial e Industrial de Santa Felicidade (Acisf) e Companhia Paranaense de Gás (Compagas).
Fonte: