CGA-0007_20D_GNV_Banner-Site.png

Notícias

Diretor-presidente da Compagas, Rafael Lamastra Jr., participou de fórum sobre oportunidades para cogeração durante evento digital Energy Solutions Show 2020

Nesta terça-feira (27), o diretor-presidente da Companhia Paranaense de Gás (Compagas), Rafael Lamastra Jr., debateu o tema do mercado livre de gás natural e oportunidades para a cogeração no Brasil durante fórum promovido pelo Energy Solutions Show 2020, evento digital do setor de Energia no país. Cogeração, basicamente, é a produção simultânea de duas formas de energia (térmica e elétrica) a partir de uma única fonte combustível. Dentro do contexto de Geração Distribuída (GD), a cogeração se destaca como alternativa para a produção descentralizada de energia elétrica, justamente por possibilitar a redução de custos, o menor impacto ambiental, ganhos de eficiência, confiabilidade, dentre outros benefícios. E o gás natural se apresenta como uma das fontes mais vantajosas, em função da alta confiabilidade e eficiência energética no sistema de cogeração – que pode chegar a 90%, ou seja, garante o uso racional e eficiente dos recursos.

 

 

Gás Natural: vem aí um novo protagonista para frotas públicas e veículos pesados

Rafael Lamastra ¹

 

A decisão recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Ministério de Minas e Energia (MME) de reduzir, de forma extraordinária e temporária, o percentual de mistura obrigatória do biodiesel ao óleo diesel de 12% para 10% – devido a riscos de desabastecimento nacional - traz à tona, novamente, a discussão sobre a importância de diversificar as matrizes energéticas para atender a demanda de veículos pesados, caminhões e frota de transporte público nos centros urbanos.

Inevitavelmente nos deparamos com as planilhas de custos da importação de diesel, um combustível fóssil que, a cada ano, se torna mais oneroso para a balança comercial brasileira. Para suprir a demanda interna, o país importa o combustível, principalmente, dos EUA. Dados dos últimos doze meses até maio de 2020, como apontados na plataforma ComexStat, do Ministério da Economia, demonstram que o Brasil importou US$ 6,23 bilhões em óleo diesel, ou 11,48 milhões de toneladas.

Os números que refletem a queda da oferta e o aumento do preço do biodiesel reforçam a necessidade da diversificação e da transição energética no setor de transportes. Neste contexto, o gás natural entra como o protagonista de uma mudança da matriz energética responsável pelo abastecimento de veículos pesados, como caminhões e frotas de transporte coletivo. Esse caminho traria ganhos ambientais, visto que o energético é uma alternativa de baixíssimo impacto ambiental – mesmo sendo de origem fóssil, suas emissões são extremamente baixas o que favorece também as políticas de mudanças climáticas.

Essa tendência pode ser observada em outras economias mundiais como nos Estados Unidos – Los Angeles conta com 2.500 ônibus abastecidos a gás natural -, na Espanha – a capital Madri utiliza 2 mil ônibus equipados com propulsores a gás (o que equivale a 80% da frota) para transportar mais 425 milhões de passageiros por ano -, e na América do Sul, a Colômbia se destaca pelo sistema de ônibus movidos a gás. Estas são realidades que já se mostram presentes no Brasil, embora ainda em fase de testes.

Em 2019, a Scania lançou uma família de veículos movidos a Gás Natural e disponibilizou uma unidade para a Prefeitura de Curitiba para demonstrações e testes. O projeto conta com o apoio da Compagas, que possui uma rede de distribuição de gás natural instalada capaz de atender mais de 80% das empresas que operam o transporte público na capital paranaense e na região metropolitana, o que coloca a cidade em um conceito alinhado às principais metrópoles do mundo, como Nova York que, desde 2010, possui mais de 500 veículos em sua frota deste tipo.

Um estudo do Departamento de Energia Americano ratifica estas afirmações. O gás natural também é uma das matrizes energéticas com maior potencial de crescimento em países fora da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), como é o caso do Brasil. De acordo com esse estudo, o setor de transporte é responsável por quase 60% do consumo total de combustíveis líquidos e a tendência é que aumente o uso de combustíveis alternativos. Neste cenário, o gás natural e a energia elétrica são as formas que mais devem crescer – podendo quadruplicar o consumo até 2050. 

A viabilização do gás natural como alternativa passa, também, pelo fato que o biodiesel não dará conta da frota brasileira sozinho. De acordo com dados de consumo da frota de São Paulo (SPTrans), se fosse adotado o Biodiesel 100%, a produção deste combustível de toda a região Sudeste não seria suficiente para abastecer exclusivamente a frota de ônibus da cidade de São Paulo (SP); seria necessária toda a produção da região – e mais 30% desse volume – para atender somente à demanda da capital paulista.

Cenário completamente inverso à abundância do gás natural. Apenas 10% do volume que é reinjetado no Brasil, diariamente, seria suficiente para abastecer 100% da frota de ônibus equivalente a 12 vezes o tamanho do transporte público da Região Metropolitana de Curitiba, conforme dados apresentados pelo consultor em gás e energia, Ricardo Vallejo.

Neste contexto, o gás natural, é a uma excelente opção. As cidades precisam de combustíveis mais limpos, com baixa emissão de gases causadores de efeito estufa, ao mesmo tempo em que garantam viabilidade econômica e continuidade no fornecimento e possam ser adotados em grande escala. Enxergo aqui uma imensa oportunidade para incentivar o seu consumo em veículos pesados e no transporte público.

 

¹ Rafael Lamastra Jr. é diretor-presidente da Compagas e presidente do Conselho de Administração da Abegás.

 

 

 

Compagas registrou aumento de 6% no consumo do combustível no mês de setembro

Com a redução da tarifa do gás natural canalizado no Paraná, a Compagas (Companhia Paranaense de Gás) registrou, no mês de setembro, um aumento de 6% no consumo do Gás Natural Veicular (GNV) no Estado. A alta é comparada ao mês de agosto e é justificada pela gradual retomada econômica e também pela queda do valor do combustível para o consumidor final, em especial, nos postos de Curitiba e Região Metropolitana.

Para incentivar este mercado, a Compagas reduziu em 13,29% as tarifas de gás e tem sugerido que seja praticado um preço de R$ 2,899/m³. “Os motoristas que abastecem com GNV, como frotistas, motoristas de táxis e aplicativos, foram beneficiados com uma maior redução no preço do gás natural, o que tornou o combustível ainda mais atrativo para aqueles que utilizam os veículos para atividades no dia a dia. O GNV é mais econômico e roda mais”, afirma o gerente comercial da Compagas, Mauro Melara.

 

Propostas devem ser cadastradas no site da Companhia até 31 de outubro.

A Compagas (Companhia Paranaense de Gás) apoia projetos socioeconômicos por meio de Leis de Incentivo Fiscal como forma de contribuir para a melhoria e o desenvolvimento das comunidades em que atua. Os projetos que buscam por patrocínio incentivado devem ser cadastrados no site da Companhia até o dia 31 de outubro.

A Chamada Pública Coordenada das Distribuidoras de Gás Canalizado do Sul, Sudeste e Centro Oeste – “Chamada Pública” se encerra, à medida em que a última concessionária participante do processo assinou recentemente seu contrato de suprimento.

A ação, que contou com a participação das Distribuidoras MSGÁS (Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso do Sul), GasBrasiliano Distribuidora (Companhia que atua no noroeste de São Paulo), COMPAGÁS (Companhia Paranaense de Gás), SCGÁS (Companhia de Gás de Santa Catarina) e a SULGÁS (Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul) – “Distribuidoras”, iniciou-se em agosto de 2018 e teve por objetivo agregar escala e comunicar aos potenciais supridores as formas de contratação que melhor refletem as necessidades e características específicas dos mercados locais dessas distribuidoras, que em conjunto distribuem 9 milhões de m³ de gás diariamente e representam 15% do mercado de distribuição gás no Brasil.

A Chamada Pública permitiu às Distribuidoras estreitar o relacionamento com diversos agentes da cadeia, demonstrando o mercado local e estimulando a participação de potenciais supridores por meio de um processo público e competitivo.

Compartilhar