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Aparelhos a gás precisam ser instalados em áreas de ventilação permanente e as manutenções devem ser realizadas conforme a orientação dos fabricantes ou a cada 12 meses.

Vitor Hill de Oliveira Alves Pessoa é o novo Diretor de Administração e Finanças (DAF) da Companhia Paranaense de Gás (Compagas). Indicado pela Mitsui Gás e Energia do Brasil, acionista privado da Companhia, ele assumiu o cargo 01/04, e substitui Marco Francesco Patriarchi.

A Compagas participou na manhã de terça-feira (22), da audiência pública realizada pelo Governo do Estado do Paraná para apresentar o Plano Estadual do Gás.

 


 

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

 

A construção do Plano Estadual do Gás foi realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – FIPE e, posteriormente, avaliado pelo Comitê Técnico Intersecretarial formado pela Governadoria, Casa Civil, Secretaria de Estado da Fazenda, Secretaria de Estado do Planejamento e Projetos Estruturantes e Celepar. A gestão e a fiscalização do contrato é de responsabilidade do Paranacidade.

A Compagas, que atua no mercado há 27 anos na distribuição do gás, apresentou uma proposta concebida a partir de um olhar estratégico do negócio, visando a perenidade da concessão, a fim de permitir uma expansão, com consequente interiorização da rede de distribuição de gás natural, e o atendimento a outras regiões do Estado, de forma a contribuir com o Plano do Gás.

Os cenários apresentados pela Compagas estão pautados nas diretrizes de expansão e interiorização do serviço de distribuição de gás canalizado, de incorporação do biometano na matriz de suprimento do negócio, de redução das margens e consequente aumento da competitividade da indústria paranaense, de preservação da competividade do gás natural frente a outros combustíveis concorrentes, de amortização da base de ativos existente, por meio de regras regulatórias claras e transparentes e de garantia do equilíbrio regulatório das tarifas ao longo da vigência do contrato. Contemplam investimentos que podem chegar a R$ 2,3 bilhões (acrescidos aos R$ 508 milhões de pagamento de outorga), um crescimento de até 136% da rede de distribuição de gás, com a implantação de mais de 1,1 mil km de novos gasodutos, a ligação de até 22 novas localidades, alcançando um total de 36 municípios com gás natural no Estado e que representam quase 70% do PIB do Paraná e um volume que pode chegar a 50 bilhões de m³ distribuídos até 2054, quintuplicando o atual volume de distribuição.  Os cenários também indicam uma redução média na margem unitária que pode chegar até 37% para o setor industrial, já a partir de 2024.

A Compagas destacou que a realização dos cenários apresentados está condicionada a uma série de fatores macro e microeconômicos, como por exemplo, à realização dos volumes de distribuição projetados pela empresa, às aprovações de licenças ambientais e de operações necessárias para atuação em outras localidades e à disponibilidade do gás natural e/ou biometano a preços competitivos. Sobre a redução de margem projetada para aplicação, especialmente para os segmentos industrial e ceramista, é necessária uma prévia aprovação da proposta de reestruturação de tabelas tarifárias.

Para o Diretor-Presidente da Companhia, Rafael Lamastra Junior, é uma condição precedente a realização de um planejamento com a consequente renovação da concessão. Lamastra explicou que o novo Plano definirá um marco regulatório que apontará as condições que vão orientar a renovação da concessão. “A audiência pública tem um papel fundamental, assim como foi a contratação da consultoria da FIPE para os estudos técnicos, porque a partir daí o Estado passa a ter noção do que deseja e estabelece as metas e os encaminhamentos para os próximos 30 anos desse importante mercado que é gás natural para o Paraná, para seus consumidores e principalmente para o setor industrial”.

A Companhia também apresentou como proposta para a minuta do contrato de concessão que o plano indicativo de investimentos seja sempre avaliado e aprovado pela Agência Reguladora, considerando o ambiente macroeconômico, a competitividade do gás natural e a viabilidade técnico-econômica dos projetos.

Na audiência, foram acolhidas contribuições de diversos setores da sociedade civil, bem como dos atores importantes ligados à discussão do gás. Além da Compagas, estiveram presentes representantes do Governo do Paraná, da Fipe, da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (ABEGÁS), a Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres (ABRACE), dirigentes de grandes indústrias consumidoras e seus sindicatos representados.

A partir de agora, a FIPE e o Comitê Técnico Intersecretarial farão as análises, consolidarão as informações recebidas e emitirão o relatório conclusivo. O cronograma de trabalho prevê ainda a análise pela Agepar, pela Procuradoria Geral do Estado e, finalmente, a assinatura do contrato de prorrogação da concessão.

 

 

Com informações da Agência Estadual de Notícias do Paraná

Companhia prevê para este ano uma chamada pública para aquisição de biometano; o combustível tem potencial para ampliar a capilaridade de atuação da Compagas para além da rede de gás canalizado.

 


 

O Paraná é um dos maiores centros potenciais de produção de biogás e biometano no país, justamente pela força da indústria agropecuária em sua economia. Com atenção a este cenário, a Companhia Paranaense de Gás (Compagas) tem para 2022 uma série de ações que visam estimular o desenvolvimento da produção dessa energia renovável. A empresa deseja inclusive adquirir biometano para ampliar o atendimento em novas regiões do Estado.

Segundo o diretor-presidente da Compagas, Rafael Lamastra Junior, o biometano é o melhor caminho para a geração de energia limpa e renovável a partir de matéria-prima orgânica localizado em aterros, estações de tratamento de esgoto e na agroindústria, com capacidade de abastecimento de frotas, indústrias e cooperativas. “Essa é uma fonte de energia plenamente viável para que possamos atender diversas demandas, desde o segmento veicular até indústrias que ainda não são atendidas pela rede de distribuição de gás natural e com isso desenvolver mercados locais em diferentes regiões do Paraná”, destaca o executivo.

Lamastra reforça que há previsão, no planejamento da Companhia para 2022, para o lançamento de uma chamada pública específica para aquisição de biometano, o que para ele, vai estimular ainda mais o potencial de produção deste combustível de forma contínua e competitiva. “Lembrando que o biometano é equivalente ao gás natural e, assim, podemos adquirir o gás produzido para ampliar a participação desta matriz energética no estado e contribuir para o desenvolvimento socioambiental e econômico das cidades”, diz. “Esta também é uma oportunidade para ampliar o uso do biometano nos mercados cativos em alinhamento às práticas de sustentabilidade. Estamos preparando a Compagas para oferecer um combustível renovável aos seus consumidores”.

Desenvolvimento e pesquisa

Atualmente, a Compagas possui pelo menos 10 projetos ligados à geração de biometano em diferentes regiões do Estado – são ações em Curitiba e RMC, nos Campos Gerais e na Região Norte do Paraná. “Esses projetos têm o objetivo de ampliar produção do biometano e desenvolver uma fonte energética competitiva no mercado”, explica o executivo. “Se o gás natural é considerado o combustível da transição energética, o biometano é o caminho para fomentar uma nova economia baseada em carbono neutro e atender o anseio por combustíveis limpos e econômicos”, frisa.

Ainda segundo o executivo, a Compagas conta com times dedicados a dar suporte às iniciativas do setor, como forma de catalisar o desenvolvimento de análises de viabilidade a projetos que sirvam para impulsionar a geração do biometano. A Companhia também mantém parcerias com a Associação Brasileira do Biogás (ABiogás) e com o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás) para o desenvolvimento de ações em toda a cadeia.

Potencial energético

O foco estratégico da Compagas está exatamente em aproveitar a escala existente da geração de resíduos orgânicos das agroindústrias, estações de tratamento de esgoto (em parceria com a Sanepar), avicultura, suinocultura, aterros sanitários, entre outros, para favorecer uma geração contínua e descentralizadas de energia limpa. 

Biogás e biometano 

O biometano é um combustível obtido a partir da produção do biogás, que por sua vez é produzido pela decomposição de matéria orgânica de origem vegetal ou animal.

Quando submetido a um processo de purificação, o biogás dá origem ao biometano e este é comparável em condições técnicas ao gás natural, já que após o refino atinge alta concentração de metano em sua composição. Já no viés ambiental e de sustentabilidade, o biometano tem características imbatíveis – por exemplo, no setor de transporte, segmento de veículos pesados, quando comparado ao diesel, as emissões de gases de efeito estufa chegam a ser até 90% menores.

 

No último mês, Companhia firmou contrato para garantir o suprimento no Estado e renovou suas intenções de continuar a busca por um suprimento mais competitivo aos seus consumidores.

 

 

A Companhia Paranaense de Gás (COMPAGAS) encerra 2021 com o atendimento a mais de 51 mil clientes dos segmentos residencial, comercial, industrial e veicular. O total é 4% maior que o alcançado no ano passado e representa mais de 1,6 mil novos lares, indústrias e comércios paranaenses sendo atendidos com um combustível mais limpo, prático e seguro.

O volume de gás natural distribuído pela Companhia também é maior neste ano. Impactados pela retomada e reaquecimento da economia, após um ano de muitas incertezas provocadas pelo início da pandemia da COVID-19, 2021 se mostrou mais promissor para a indústria paranaense e com isso, a COMPAGAS registrou 11 novos clientes ligados à rede de distribuição e 12% de alta no volume distribuído a este segmento específico. “Toda a utilização de gás natural para fins industriais responde por 90% do volume comercializado pela Companhia no Paraná e para atender esta classe que gera cada vez mais emprego e renda ao nosso Estado é que buscamos pela competitividade e pela segurança no fornecimento do gás canalizado”, destaca o diretor-presidente da Compagas, Rafael Lamastra Junior. No total, o volume comercializado pela COMPAGAS no ano foi de cerca de 900 mil m³/dia de gás canalizado.

Neste mês de dezembro, após amplas negociações durante o processo de Chamada Pública Coordenada junto a potenciais supridores com as distribuidoras do Centro-Sul do país para contratação de suprimento, a COMPAGAS firmou um novo contrato com a Petrobras para garantir o fornecimento de gás natural ao Paraná a partir de janeiro de 2022. Em volume, o novo contrato permitirá um fornecimento de cerca de 500 mil m³/dia para o próximo ano em complementação ao volume já anteriormente contratado com o supridor. Para os anos seguintes (2023 a 2025), o contrato foi negociado para que existam janelas de oportunidades para contratações futuras advindas de outros supridores. “Garantimos o suprimento de gás natural para o ano de 2022 e parte da demanda dos próximos anos. Por acreditar na abertura do mercado, decidimos manter a Chamada Pública em aberto e vamos continuar interagindo com os supridores na busca de oportunidades para diversificação dos nossos contratos de suprimento e de melhores condições comerciais de fornecimento de gás para melhor atender nossos mercados”, ressalta Lamastra.

Cabe destacar que mesmo após a seleção de diversos supridores para a etapa de negociação da Chamada Pública, a Petrobras foi o único supridor que neste momento apresentou viabilidade de fornecimento às distribuidoras. Além disso, foram diagnosticados diversos entraves regulatórios federais que ainda dificultam a abertura do mercado de gás, os quais estão sendo amplamente discutidos junto à órgãos e instituições relacionadas ao setor, com o objetivo de criar uma agenda positiva e com propostas de resoluções aos agentes.

Para desenvolver novas fontes de suprimento, durante o ano de 2021, a COMPAGAS também passou a apoiar ações que estimulam a geração de uma energia mais sustentável, o biometano (quando submetido a um processo de purificação, o biogás dá origem ao biometano e este é comparável ao gás natural). Por meio de apoio e de parcerias que auxiliam nos estudos de viabilidade técnica e econômica para um melhor aproveitamento do combustível produzido no Paraná, a Companhia busca incentivar a produção e o uso da energia renovável, gerada a partir da decomposição de matéria-prima orgânica, localizada em aterros e na agroindústria, para abastecimento de veículos, indústrias e cooperativas.

“Acreditamos que o biometano pode ser utilizado para viabilizar o abastecimento de veículos leves e pesados e de indústrias em regiões que não podem ser atendidas com a rede de gás natural, abrindo caminhos para redes locais de atendimento”, diz o diretor-presidente da Compagas. “Há um potencial enorme no Estado e o biometano deve ser mais um combustível integrante da matriz energética do Paraná, contribuindo para o desenvolvimento socioambiental e econômico das cidades.  Nosso papel é difundir a cultura da geração e da possibilidade do uso de um combustível sustentável, tornando-o cada vez mais comercial e competitivo”, completa. 

 

Projeto Corredor Azul e o caminho para a Sustentabilidade – De olho na sustentabilidade, a COMPAGAS desenvolveu ao longo do ano junto à outras distribuidoras do país o projeto Corredor Azul. A iniciativa busca implementar rotas estratégicas e infraestrutura de abastecimento de gás canalizado voltado ao transporte pesado e de cargas. Por meio do projeto, a Companhia quer ampliar o número de postos no Paraná que ofertam essa modalidade de combustível para caminhões, bem como o número de veículos pesados que utilizam o gás e ainda contribuir para a redução de emissões de poluentes.

Em Curitiba, um posto localizado na Cidade Industrial atendido pela COMPAGAS, passou a abastecer diariamente caminhões movidos 100% a gás natural que percorrem a rota São Paulo – Curitiba para o transporte de mercadorias ligadas ao e-commerce. Cada caminhão tem a capacidade de abastecimento de 230 m³ de gás natural e este volume garante uma autonomia de mais de 400 quilômetros para o veículo - ou seja, ele consegue rodar da capital paranaense até o retorno à cidade paulista com o volume abastecido.

O uso do gás natural e do biometano em veículos pesados [caminhões e ônibus] contribui significativamente para a redução de emissão de carbono. Em relação ao diesel, estima-se que o gás natural reduza a emissão de CO2 em 23%, enquanto o biometano alcança uma redução próxima a 85%. O abastecimento com estes combustíveis também é vantajoso para a saúde pública, pois atuam para a diminuição da poluição local – quando comparados ao diesel, a redução de NOx é de 90% e de material particulados chega a 85%. Os efeitos são de curto prazo, com a colaboração para a redução de doenças cardiovasculares e para a perda de produtividade causada por esses poluentes.

Nesse sentido, para as empresas e governos que possuem metas de redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), substituir veículos movidos a diesel para veículos abastecidos com gás natural pode ser um grande aliado para cumprir com os planos de sustentabilidade traçados, indo ao encontro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e também com as metas definidas pelos países na última COP26.

 

Tecnologia para aprimorar operação da rede de gás - No último ano, uma série de ações com o objetivo de melhorar os processos que envolvem a supervisão e o monitoramento da rede de distribuição de gás natural, a programação de consumo e o trabalho de medição e leitura foram desenvolvidas. Os projetos implantados estão vinculados a desafios pré-existentes e como resultado trouxeram ganhos econômicos, e principalmente, maior confiabilidade, agilidade e segurança no tratamento de dados e informações relacionadas ao consumidor e ao próprio faturamento da Companhia.

O Sistema Supervisório possibilitou uma visão global da rede de distribuição, visto que os equipamentos que fornecem os dados ao sistema estão implantados em pontos estratégicos e cobrem mais de 93% do volume total distribuído. O controle é distribuído aos usuários com acesso via smartphone o que facilitou a operação e deu ganhos de eficiência e agilidade para a equipe. Para a implantação do Sistema, a COMPAGAS já investiu cerca de R$ 4,5 milhões, sendo que a instalação de todos os pontos mapeados foi finalizada no primeiro semestre de 2021.

A inteligência artificial também foi utilizada pela Companhia em 2021. O Morgen é um sistema que que prevê os volumes da COMPAGAS ao captar o histórico de volume do city gate (período passado até o momento presente) e, com o uso de técnicas de machine learning constrói um modelo matemático capaz de fazer uma previsão do volume futuro para informar ao supridor, conforme condições contratuais. “Com a implantação do Morgen, que está integrado ao Sistema Supervisório, a Compagas conquistou uma maior visão da operação da sua rede, dos seus consumidores e ampliou a captação de dados em tempo real, o que contribuiu para uma maior assertividade na programação e uma economia de até 80% com as penalidades contratuais por erro de dados”, conta Rafael Rodrigo Longo, diretor técnico-comercial da COMPAGAS.

Para o desenvolvimento de todas as atividades ao longo do ano, a Companhia contou com os conhecimentos técnicos de sua equipe e de empresas contratadas, sempre respeitando e seguindo os princípios de governança, transparência e integridade.

 

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